PARTE 4- Nazaré superação 

Esses últimos 2 anos foram de turbulentas emoções na minha vida, e digo, com certeza, que foi o período mais conturbado que vivi como surfista profissional de ondas grandes.

Realmente quase pirei quando tomei uma série inteira na cabeça e fiquei à metros de ser jogado contra as pedras do desfiladeiro de Nazaré durante o épico big swell de 2014.

Big SWELL de 2014. Rodrigo KOXA e Benjamim Sanches


Poucos sabem, mas tive pesadelos por 3 meses. Após aquele dia, acordava suado e assustado, me sentindo nitidamente desconectado, com minha autoconfiança abalada e com medo. Quando contava para meus amigos do ocorrido, meu corpo tremia…

Passei a pedir ajuda para minha mulher e minha mãe que são psicólogas. Eu sabia que não estava bem e que precisava de um suporte emocional, caso minha vontade fosse voltar a surfar ondas gigantes. 


E minha vontade era voltar a surfar onda grande?

Naquele momento eu não sabia mais, mas resolvi dar tempo ao tempo, pois precisava reorganizar meus pensamentos. Minha única certeza era de que a paixão ainda estava lá, e foi por conta dela que tracei um caminho para tentar recuperar a minha essência.

O primeiro caminho que percorri foi, depois de um ano inteiro, voltar para Nazaré com meu parceiro Vitor Faria para a temporada 2015. Lá permanecemos por 2 meses surfando diversos dias grandes no intuito de treinar e ir me fortalecendo mentalmente. No entanto, naquela temporada as ondas não estavam gigantescas, e apesar disso, me senti aflito nos dias maiores, com uma espécie de fobia pelo resgate do meu parceiro e querendo subir o mais rápido possível no jet ski, após cada onda surfada. 
Sim, eu estava surfando, mas morrendo de medo de tomar as ondas na cabeça novamente.

Rodrigo KOXA surfando uma grande em 2015.


Em nossa última semana em Portugal, um swell grande, não gigantesco, com ondas ali na casa de 20 a 25 pês, chegou em Nazaré. Eu estava surfando quando o Vitor veio me resgatar e eu vi que a onda de trás era grande. Fui tão afoito para subir no sled do Jet, com medo que ele me deixasse ali, que acabei luxando meu ombro esquerdo. O ombro saiu do lugar pela primeira vez na vida, e a dor foi absurda.

Voltei para o Brasil em dezembro sem poder mais surfar. Fui à médicos, fiz os exames necessários, mas a intervenção indicada, tanto pelos médicos, como pelo meu fisioterapeuta foi a cirurgia, devido ao rompimento do labro, que é o ligamento que segura a estabilidade do ombro. 

Com esta notícia a depressão quase me pegou, primeiro porque eu não podia mais surfar nem na marola, e segundo porque eu estava me sentindo muito distante do mundo que eu sempre pertenci e almejei. 

A opção cirúrgica também me incomodava e foi aí que eu e minha mulher começamos a pesquisar sobre opções alternativas que poderíamos ter.
Nos lembramos de uma amiga que nos contou sobre a cirurgia espiritual de sua mãe numa viagem que fizemos juntos há alguns anos atrás. Esta lembrança nos tocou e entramos em contato com ela. 

Em fevereiro de 2016 eu fiz uma cirurgia espiritual em uma casa de energia surreal e mágica, entendendo que eu, em particular, havia me machucado devido a estar vivenciando um desalinhamento emocional. 

Não sou uma pessoa religiosa, mas acredito muito na espiritualidade e admiro o que há de mais belo e comum em todas as religiões: o amor. Esta cirurgia também me ajudou a entender a importância do amor, e foi com ele que fui me tratando dali por diante.
Passei a rezar mais; falar mais com Deus; passei também a agradecer e a pedir minhas vontades… Passei a levar mais a sério o que realmente era importante: o amor ao próximo, o amor com tudo!

Koxa na igreja de NAZARÉ, Portugal.


Alinhei e agradeci essa aceitação com ininterruptas sessões de fisioterapia com o Marquinhos no Guarujá.
Após 2 meses da cirurgia, em abril de 2016, consegui voltar ao surf, e mesmo com meu ombro ainda comprometido, se exposto a impactos e movimentos bruscos, eu sentia que estava melhorando… Meu corpo progredia e, principalmente, minha mente estava se aquietando. Eu estava ficando mais leve e tudo parecia progredir…
Logo fui liberado da fisioterapia do Marquinhos e promovido para os treinos físicos com meu personal Carlos Brandão, que desenvolveu treinamentos irados específicos para minha recuperação gradativa dentro da Flex Academia.
Entendi que me tornei refém dos treinos para estar sempre forte principalmente nas regiões que já apresentavam suas avarias. Essa consciência corporal foi um dos maiores presentes que ganhei nessa fase.

Em julho de 2016 eu já estava surfando os swells de Maresias com minhas guns para treinar a remada. No frio do nosso inverno, haviam horas que meu ombro não doía, mas em outros momentos eu sentia um tremendo desconforto.
Até que chegou a temporada de Nazaré, e pela primeira vez me programei para essa viagem sem acompanhar um swell. Compramos a passagem para o dia 24 de outubro com um mês de antecedência, no intuito de chegar para treinar e sentir como eu iria reagir.
Eu continuava pedindo para que Deus nos guiasse da melhor forma, e aconteceu até algo engraçado… Eu que sempre viajava 1 dia antes do swell para surfar as bombas pelo mundo, desta vez, quando chegou 1 semana antes do meu voo, apareceu um big swell para Nazaré, exatamente 1 dias antes da minha chegada em Portugal. Aceitei.
Se foi uma mensagem não sei, mas eu estava chegando depois de todos pegarem altas. Não sei como, mas mesmo assim eu estava em paz. Seria esse um teste para o meu ego?
A verdade é que eu estava diferente, percebia que aquela leveza que havia trabalhado durante o último ano estava fazendo muito bem para mim. Antes de eu voltar a pensar em surfar qualquer onda grande, eu estava evoluindo, pessoalmente, fora da água.
Surfei durante minha temporada toda em 2016. No começo bem receoso, mas fui numa crescente e de repente meu ombro já não doía mais.

Surf no inside de Nazaré, nov 2016. Foto: Manuel Ricardo

 
 Meu consciente ainda estava preocupado com ele, mas dia a dia fui me esquecendo e colocando este problema no esquecimento…

Durante o tempo que passei em Nazaré, alguns swells grandes aconteceram, mas nenhum gigante. 

Em minha ultima semana, foi super gratificante ter sido homenageado pelo prefeito de Nazaré, com uma placa com meu nome dentro do museu do farol. Uma honra ter minha prancha e essa placa eternizada dentro desse farol de Nazare. 

YEAHH 
Obrigado NAZARÉ!!!!

Rodrigo KOXA homenageado pelo prefeito de Nazaré Walter com uma placa no museu de Nazaré.

Voltei para o Brasil no meio de dezembro muito contente e empolgado de ter restabelecido novamente uma confiança naqueles mares e pronto para aguardar um swell gigante.
O ano de 2017 começou e eu estava ainda mais psico nos treinos. Surfando muito instigado no GUARUJA.  

Rodrigo KOXA voltando no ritmo surf progressivo em 2017 na praia do São Pedro, GUARUJA. Foto: Aline Cacozzi


Cheguei até a emagrecer 5 quilos, que me fizeram lembrar de quando eu era bem mais novo. 

KOXA na academia FLEX- 2017

Esta era a colheita de todo meu comprometimento com meu personal.  

Sentindo essa boa fase de novos fluidos e gratidão ao aprendizado, chegou, junto com o carnaval, uma previsão gigantesca para Nazaré. Embora o vento fosse o fator duvidoso da previsão, em meio de uma atualização e outra, ele perdeu a intensidade e ficou apenas com 6 nós de maral, foi quando não hesitei e agilizei logo a passagem para enfim, chegar um 1 dias antes do swell.

Previsão em mapa do oceano Atlântico Norte com um núcleo de swell gigantesco para Carnaval Nazareno 2017


Ainda no Brasil, vendo a previsão gigantesca, mas com a qualidade questionável, eu não sei como, mas estava mais tranquilo do que anos atrás, quando era frequente o meu ritmo frenético com as bombas. E esta tranquilidade me fazia sentir pronto. Físico e mentalmente preparado. Acreditei que teríamos um bom momento durante o dia do swell e que, depois do trabalho árduo que fiz durante estes últimos tempos, eu estava pronto para vivenciar a mágica Nazaré gigante outra vez.
Yeahhh!!! Meu voo era para embarcar no domingo, e o swell seria terça e quarta feira de carnaval.

De repente, no sábado, a previsão piorou. O vento, que na sexta feira estava entre 6 a 8 nós, passou para 15 a 16 nós maral, e nestas condições, o surf poderia ser muito prejudicado.

Por outro lado, minha passagem estava comprada e minha expectativa para reviver Nazaré estavam lá em cima. 

 

Não tive dúvidas, pedi para Deus me guiar e me conectar com o que fosse melhor para mim. Com este sentimento, embarquei para Portugal no domingo rumo ao swell histórico de carnaval.

No dia do swell, a terça feira amanheceu muito feia. O vento maral estava fortíssimo e picos de chuva forte nos faziam questionar sobre se rolaria ou não o surf naquele dia. Só uma mudança drástica poderia salvar o nosso cenário.

Às 9:40 hrs o tempo fechou, e como um tufão junto a uma chuva forte aquele ambiente me desanimou ainda mais. Entretanto, depois que a chuva acalmou, o vento foi diminuindo, e esta nova perspectiva animou a mim e a minha equipe, para partirmos rumo ao mar rapidamente.

Contudo, este rapidamente levou um tempo, e foi neste intervalo que uma chuva forte caiu novamente. Eu já estava no jet ski a caminho do outside e a visibilidade estava muito prejudicada. Nesse momento toda galera que estava no mar, passou por nós, indo embora, e o Garrett disse que o mar havia piorado e que o italiano Francisco Porcella havia surfado uma onda mutante bem naquele momento rápido que o vento acalmou.

Italiano Francisco Porcella na maior onda do dia. FOTO: Pedro Miranda


Depois que a chuva forte passou, eu que já estava no outside, esperei por aquele bom momento em que o vento diminuísse, como ocorreu anteriormente, mas este momento nunca chegou. Esperei das 12 às 15:30 horas e nada.

O tempo que eu me parceiro Sergio Cosme tentamos surfar na corda foi tão horrível que preferimos abortar o surf e escolhemos admirar a natureza bem de pertinho, vivenciando aquele espetáculo.

Mesmo me sentindo privilegiado por poder viver aquele momento, eu não poderia deixar de me questionar o porquê daquela situação. Opa, eu sabia que não podia reclamar de forma alguma… Então olhei para o céu, agradeci a Deus e disse a ele que sim, eu aceitava a sua vontade, e mais, que sua vontade seria também a minha, pois eu estava ali para confiar e ser feliz.

Também, pelo tamanho do swell e estudando bem a previsão, eu tinha certeza que teria uma nova oportunidade na manhã do dia seguinte com o vento terral que acaba deixando a onda mais em pé.

Então, Yeahh!!! Vamos com esta nova estratégia.  

Acordamos super cedo na manhã do dia 01 de março e fomos rapidamente para o mar. O plano era ficar esperando as maiores ondas que viessem no primeiro pico, onde a esquerda é bem maior por vir direto do canhão, encostada ao desfiladeiro.

Rodrigo KOXA em sua primeira bomba do swell do carnaval, puxado por Sergio Cosme. FOTO: Pedro Miranda

Foi seguindo este protocolo que fui presenteado pelo meu Deus. Eu queria, pedi, eu vivi novamente momentos que só eu sei o quanto eram importantes para mim.

Rodrigo KOXA numa bomba de direita. FOTO: Pedro Miranda

 

Agora eu espero estar me instigando novamente, pois essas foram as melhores ondas que surfei nos últimos 2 anos. 


​​Minha prancha estava incrível assim como a irmandade de toda a nossa equipe.

Esse canhão da Nazaré me ensinou muito na vida. Lá passei muitos momentos irados, muitos momentos difíceis, momentos de alegria em total conexão com minha alma e momentos de medo e dúvidas que me obrigaram a me transformar. Mas, o amor que sinto em estar sempre nesse contato com o oceano torna tudo mais prazeroso.
Hoje eu estou em paz com o meu coração e continuo com o sentimento de total respeito por ti, Nazaré. Percebo como realmente amo surfar essas ondas e, analisando a ambivalência de sentimos que vivi nesses dias, no caso, como fiquei chateado de não ter encontrado um momento favorável de surf num dia, e como eu estava eufórico, feliz e super conectado com minha alma no outro, entendo que tudo tem um propósito e um sentido.  

Rodrigo KOXA swell de carvão 2017. Foto: Jorge Leal “POLVO”


 Acredito ter reacendido uma chama que estava meio apagada dentro de mim, em meio à duvidas e desconfianças. O que me ficou mais claro depois deste carnaval em Nazaré foi que não posso fugir do que eu mais gosto de fazer na vida. 

O autoconhecimento nos permite perceber que quando não fazemos o que nossa Alma pede, nos magoamos interiormente…

De fato, Nazaré não para, e muitos outros swells GIGANTES virão para que possamos nos superar novamente, e assim espero que aconteça…


Obrigado a DEUS, ao meu parceiro Sergio Cosme, e a minha mulher psicóloga Aline Cacozzi, que me conhecendo melhor do que ninguém me ajuda de forma ímpar. 

Parabéns para todos os surfistas presentes e em especial para a galera do BRASIL que puxou totalmente o limite e representaram muito, Salve Alemão de Maresias, Pedro Scooby, Lucas Chumbinho, Pato, Maya e Marcelo Luna. YEAHHHH!!!! FELIZ e sempre aprendendo é o meu lema… #GoBIGGER

Obrigado especial ao DUDU “Tent Beach” que está proporcionando essa últimas viagens. 
 Foto: Dudu, Rafael Tapia, Luna, Alemao de Maresias e Rodrigo KOXA. 


NOIXX #KoxaBOMB💣 #TravelAce #Bullys #Akiwas #SilverSurf #SPO #DelirioNatural #FlexAcademiaGuaruja 🙏🏼
YEAHHH Tks God!!!

DEUS NO COMANDO

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Sessão de JAWS na remada. 19/01/2014 – HAWAII

PPor Rodrigo Koxa

Rodrigo Koxa pronto para entrar em Jaws na remada durante as primeiras horas do dia. Foto: XTRAX

Rodrigo Koxa pronto para entrar em Jaws na remada durante as primeiras horas do dia. Foto: XTRAX

  “O meu foco principal no Hawaii esse ano, assim como na temporada passada, foi monitorar as grandes ondulações que atingissem o arquipélago, para surfar Jaws na remada.

No entanto, em dezembro, os swells predominantes foram os de oeste, que proporcionaram vários dias clássicos em Pipeline, e com isso permaneci o mês todo na ilha de Oahu aproveitando essas excelentes condições.

Apenas em janeiro, o meu foco pode ser colocado em prática. Devido as grandes ondulações que atingiram o arquipélago havaiano, a ilha de Maui, tornou-se o lugar mais cobiçado pelos big riders, e desta forma acabei fazendo dois bate voltas de Oahu para Maui, durante o primeiro mês de 2014, que me renderam dias incríveis de surf em Jaws.

Jaws visto por cima do cliff. Foto: Pedro Gomes / Surfline.

Jaws visto por cima do cliff. Foto: Pedro Gomes / Surfline.

O primeiro bate e volta foi no dia 17 de janeiro. Peguei o voo das 5:00 da manhã, fiz uma sessão de surf na remada em Peahi de mais de 4 horas, que foi o suficiente para eu me sentir destruído, e voltei para Oahu no voo das 9:00 da noite. Essa queda serviu para eu aquecer as minhas turbinas e poder me instigar um pouco mais, pois o melhor dia ainda estava por vir.

Dia 18, em Oahu, optei por passar o dia todo descansando e recarregando as minhas energias, tendo em vista que as ondas haviam diminuído e as previsões para o dia 19 apontavam condições melhores do que as do dia 17, devido ao período do swell que estava aumentando e não manifestando influência de ventos. 

Assim, no dia 19, mais uma vez tive que acordar às 2 para conseguir pegar o voo às 5 da manhã para Maui. Essas são missões que fazem do surf em Jaws ser ainda mais desgastante, embora tudo acabe valendo a pena quando nos depararmos com aquele mar épico visto de cima do cliff ao amanhecer.

Rodrigo Koxa em mais um momento de adrenalina que é a hora de entrar pelas pedras. Foto:Xtrax

Rodrigo Koxa em mais um momento de adrenalina que é a hora de entrar pelas pedras. Foto:Xtrax

Desci o cliff de Peahi com minha 10’5 em baixo do braço, agradecendo a Deus pelo sentimento de estar no lugar certo, até caminhar pelas pedras e pular no mar, onde começa a adrenalina.

Rodrigo Koxa e Koa Rothman entrando pela pedras em Jaws. Foto: Pedro Gomes/ Surfline.

Rodrigo Koxa e Koa Rothman entrando pela pedras em Jaws. Foto: Pedro Gomes/ Surfline.

Rodrigo Koxa entrando pelas pedras em Jaws. Foto: Xtrax

Rodrigo Koxa entrando pelas pedras em Jaws. Foto: Xtrax

O dia estava magnífico, visto de dentro e de fora do mar, com ondas de mais de 20 pés quebrando para esquerda e para a direita.

O crowd era intenso, então minha estratégia foi ficar posicionado mais para o fundo e esperar pacientemente as ondas da série. Mas, como as coisas não são tão simples assim, quando entram as séries grandes, aquelas que a massa de água modificam o horizonte, o nosso instinto de sobrevivência fala mais alto e todo mundo sai remando o máximo que pode para o fundo. Isso acarreta no difícil jogo mental do posicionamento. Decidir ou não em que momento vale a pena remar para o fundo, ou esperar em baixo do pico a hora de pegar a onda, acaba por ser uma das tarefas mais conflitantes e desgastantes para o surfista de onda grande no line up.

Rodrigo Koxa observando a série passando do line up de Jaws. Foto: XTRAX

Rodrigo Koxa observando a série passando do line up de Jaws. Foto: XTRAX

Considero como frustrante quando estou bem posicionado numa bomba animal e acabo não pegando-a por algum motivo. Isso aconteceu comigo quando entrou uma esquerda muito grande e eu achei que iria tomá-la na cabeça. Enquanto eu remava o mais rápido que podia, fugindo para escapar daquela situação, percebi que o lip da onda havia segurado um pouco, e que eu não iria mais toma-la na cabeça. Naquele segundo eu deveria ter virado a prancha para pegar a minha bomba, mas por algum motivo eu não virei, e perdi, o que parecia ser, o melhor momento da minha sessão até então. Aquilo me deixou muito incomodado, pois eu sabia que eu estava no lugar certo e não fui. No entanto, como tudo na vida tem dois lados, foi à motivação que eu precisava para não hesitar na próxima.

Para mim, é muito importante ir gradativamente entrando em harmonia com o mar num dia como esse. Eu já havia pegado 2 ondas neste dia; uma para esquerda e outra para a direita, mas nenhuma delas foi a bomba que eu almejava.

Rodrigo Koxa dropando Jaws. Foto: Bruno Lemos

Rodrigo Koxa dropando Jaws. Foto: Bruno Lemos


Rodrigo koxa dropando a direita de JAWS. 19/1/2014

Rodrigo koxa dropando a direita de JAWS. 19/1/2014

 

Por volta das 2 da tarde, numa situação similar a que eu havia passado mais cedo, surgiu outra série ao fundo e a correria para escapar vivo começou. Fugi em direção às esquerdas, achando novamente que iria tomar na cabeça se não remasse, mas quando percebi aquela segurada do lip acontecendo de novo, pensei: é agora. Naquele momento percebi que apenas eu havia virado a prancha para pegar aquela esquerda da série, e então, colei meu queixo na minha gun, e remei com toda a minha força, pois dali não teria mais volta.

Rodrigo Koxa dropando  Jaws na remada com sua gunzeira 10'5,  durante o big swell clássico do dia 19/01/2014. Fotos: Pure Digital Maui

Rodrigo Koxa dropando Jaws na remada com sua gunzeira 10’5, durante o big swell clássico do dia 19/01/2014. Fotos:PureDigitalMaui

O resultado foi um drop vertical no qual eu grudei minha unha na prancha, pois eu sabia que não poderia cair. Na sequencia, tive que fazer uma cavada na pressão para fugir de ser engolido pelo espumeiro e acelerei até completar a onda em segurança total no canal. Na cabeça, os únicos pensamentos eram a gratidão e a satisfação.

Rodrigo Koxa cavando em Jaws com sua 10'5. 19/1/2014. Foto: Pure Digital Maui.

Rodrigo Koxa cavando em Jaws com sua 10’5. 19/1/2014. Foto: Pure Digital Maui.


Rodrigo Koxa escapando da massa de água de Jaws após dropar esquerda da série para esquerda. 19/1/2014. Foto:PureDigitalMaui

Rodrigo Koxa escapando da massa de água de Jaws após dropar esquerda da série para esquerda. 19/1/2014. Foto:PureDigitalMaui

 

 Além de ser super gratificante, acaba sendo um alívio finalizar uma session de surf na remada em Jaws, considerando o grande respeito que tenho por esse lugar mágico do big surf.


Presenciei vários momentos irados da galera dropando altas ondas, e o mais legal é saber que vários desses surfistas são brasileiros, tais como os próprios percursores do surf na remada em Jaws, Danilo, Yuri e Márcio. Também pude presenciar os brasileiros Lapinho, Pato, Kona, Alfredo Bahia, Imbica, Cesinha, e a brasileira Andréa Moller pegando altas ondas nesse dia especial. Como estamos falando de Jaws, onde quebram as maiores ondas do Hawaii, o crowd ainda era composto por ícones do big surf, como Greg Long, Twiggy, Garret Mcnamara, Mark Healey, Ian Wash, Kealii Mamala, entre outros…

Enfim, aproveito para agradecer o suporte dos meus patrocinadores por me viabilizarem estar nesses dias mágicos do surf de ondas grandes pelo mundo, representando a marca e a ideologia de cada um deles. Obrigado Wave Giant, Tent Beach, Travel Ace, Bullys, Tagon8, Câmeras Xtrax, Akiwas, Mendonça, Wave Shape Center, Silver Surf laminações, Cegig Fisioterapia, Flex Academia, Fu-Wax e Restaurante Delírio Natural.

Rodrigo koxa com sua 10'5 Mendonça no Hawaii.

Rodrigo koxa com sua 10’5 Mendonça no Hawaii.

Aloha Hawaii e Mahalo Ke Akua.” Relata Rodrigo Koxa agradecendo. 

FELIZ ANO NOVO – HAPPY NEW YEAR – HAWAII 2014

FELIZ 2014 para todos os meus amigos… ALOHA HAWAII

Rodrigo Koxa em Haleiwa, North Shore, Oahu, Hawaii.

Rodrigo Koxa em Haleiwa, North Shore, Oahu, Hawaii.

Finalizando o ano de 2013 e iniciando 2014 com muito ALOHA no HAWAII.

Dezembro foi o mes de Pipeline quebrar clássico de vido a tantos swells grandes de oeste.

21/12/2014 – Tubo duplo em PIPELINE junto ao body Boarder Jeff Hubbard filmado em super slow (red cam) pelo Gareth Sheehan.

27/12/2014 – Drop no limite em PIPELINE

Também rolaram muitos treinos em Waimea, Haleiwa, Pipeline, Rocky Point, outers reefs, e outros picos… SALVE HAWAII –

GALERIA DE FOTOS!!!

Rodrigo Koxa aproveitando os últimos dia do ano de 2013 em Waimea. Foto:Aline Cacozzi

Rodrigo Koxa aproveitando os últimos dia do ano de 2013 em Waimea. Foto:Aline Cacozzi

Rodrigo Koxa despencando no drop em Pipeline. Frame: Aline Cacozzi

Rodrigo Koxa despencando no drop em Pipeline. Frame: Aline Cacozzi

Rodrigo Koxa em tubo que participa da WAVE OF THE WINTER do SURFLINE. Pipeline 27/12/2013. Imagem: Kaléu Wildner

Rodrigo Koxa em tubo que participa da WAVE OF THE WINTER do SURFLINE. Pipeline 27/12/2013. Imagem: Kaléu Wildner

Rodrigo Koxa dropando Waimea 23/1/2014. Foto: XTRAX

Rodrigo Koxa dropando Waimea 23/1/2014. Foto: XTRAX

Rodrigo Koxa remando em Waimea. Foto: Camera XTRAX

Rodrigo Koxa remando em Waimea. Foto: Camera XTRAX

Rodrigo Koxa em Pipeline. Foto: Aline Cacozzi

Rodrigo Koxa em Pipeline. Foto: Aline Cacozzi

 

Rodrigo Koxa good times at Pipeline. Hawaii. Foto: Aline Cacozzi

Rodrigo Koxa good times at Pipeline. Hawaii. Foto: Aline Cacozzi

 

 

 

 

 

 

  

Rodrigo Koxa e Jeff Hubbard dividindo tubo em Pipeline. 21/12/2013

Rodrigo Koxa e Jeff Hubbard dividindo tubo em Pipeline. 21/12/2013

Rodrigo Koxa e Jeff Hobbard sharing barrel at Pipeline. Surfing Magazine. Photo: Alex Doane.

Rodrigo Koxa e Jeff Hobbard sharing barrel at Pipeline. Surfing Magazine. Photo: Alex Doane.

Rodrigo Koxa num surf de manobras em Rocky Point. Hawaii. Fotos: Aline Cacozzi

Rodrigo Koxa num surf de manobras em Rocky Point. Hawaii. Fotos: Aline Cacozzi

Rodrigo Koxa e Aline Cacozzi no swap meeting (feira de compras) Hawaii. Foto: XTRAX

Rodrigo Koxa e Aline Cacozzi no swap meeting (feira de compras) Hawaii. Foto: XTRAX

 

 

 

 

MAHALO!!! Obrigado 2013…  SALVE 2014!!!

WAVE OF THE WINTER – SURFLINE – PIPELINE

Rodrigo Koxa no WAVE OF THE WINTER –         SURFLINE.com  

ONDA 1 – PIPELINE 27/12/2013   Video by: Kaléu Wildner

“Estou muito amarradão nessa temporada havaiana, pois não para de dar altas ondas em Pipeline. Embora eu já tenha visto tubos animais da galera em Pipe nessa temporada, fico lisonjeado em poder também entrar na disputa da Wave Of Winter do Surfline com 2 ondas no meio de tantas outras animais já vi inscritas. É muito complicado achar ondas boas no meio do crowd de Pipe, por isso que qualquer tubo que eu pegue nessa cobiçada bancada, já fico satisfeito. Nessa minha primeira onda inscrita, eu estava surfando com uma prancha 7’6 Akiwas, esperando as ondas da série, mas como as maiores ondas estavam demorando, resolvi remar mais para baixo e esperar em cima do primeiro reef. Bem nessa hora, entrou a série mais para o fundo, e eu, no meio do caminho, sai remando forte para tentar me re-posicionar. Acabei ficando atrasado, mas resolvi virar no ultimo momento e tentar. Com pranchas grandes, a vantagem é dropar adiantado na remada, não atrasado como aconteceu, e nessa hora fiquei assustado quando me vi despencando no drop, pois a dificuldade aumenta na hora de fazer a cavada de última hora. Enfim, cheguei a tomar uma lipada na hora de colocar para dentro do tubo que me desequilibrou um pouco, e que graças a Deus foi só de raspão, pois eu poderia ter acabado com minha temporada se tivesse recebido esse lip sobre mim. Agora é continuar respeitando o crowd e ficar torcendo para que sobre mais algumas boas ondas nesses dias especiais de Hawaii. Obrigado meus patrocinadores pelo suporte, Wave Giant, Tent beach, Travel Ace, Bullys, Akiwas, Wave Shape Center, Silver Surf, Flex Academia, Cefig, Fu-Wax e Tagon8. Mahalo Hawaii.” Rodrigo Koxa

Rodrigo Koxa em tubo que participa da WAVE OF THE WINTER do SURFLINE. Pipeline 27/12/2013. Imagem: Kaléu Wildner

Rodrigo Koxa em tubo que participa da WAVE OF THE WINTER do SURFLINE. Pipeline 27/12/2013. Imagem: Kaléu Wildner

No VÍDEO a seguir, a onda 1 de Pipeline por contada por Rodrigo Koxa. 27/12/2013.

ONDA 2- Rodrigo Koxa WAVE OF THE WINTER

Vídeo: Rodrigo Koxa share a wave with a body boarder Jeff Hubbard . By Tatiane Araújo.

Dias 20 e 21 de dezembro 2013 – BANZAI PIPELINE

Rodrigo Koxa dropando big Pipeline 21 de dezembro de 2013. Frame by Aline Cacozzi

Rodrigo Koxa dropando big Pipeline 21 de dezembro de 2013. Frame: Aline Cacozzi

Rodrigo Koxa despencando no drop em Pipeline. Frame: Aline Cacozzi

Rodrigo Koxa despencando no drop em Pipeline. Frame: Aline Cacozzi

Rodrigo Koxa cavando na base em pipeline. Frame Aline Cacozzi

Rodrigo Koxa cavando na base em pipeline. Frame Aline Cacozzi

Rodrigo Koxa em Pipeline. Frame: Aline Cacozzi

Rodrigo Koxa em Pipeline. Frame: Aline Cacozzi

Rodrigo Koxa sharing one more wave in Pipeline. Dividindo mais onda em Pipe. Frame: aline Cacozzi

Rodrigo Koxa sharing one more wave in Pipeline. Dividindo mais onda em Pipe. Frame: aline Cacozzi.

“Obrigado Hawaii, está sendo alucinante mais uma temporada Havaiana acompanhado da minha super gata filmaker Aline Cacozzi. Valeu o suporte de todos os meus patrocinadores; WAVE GIANT, TENT BEACH, TRAVEL ACE, CÂMERAS XTRAX, BULLYS, AKIWAS, WAVE SHAPE CENTER, SILVER SURF, CEFIG, FLEX ACADEMIA, TAGON8… Work Diferent!!!! MAHALO HAWAII.”

Rodrigo Koxa e a sua mulher filmaker Aiine Cacozzi em Pipeline. 21 de dezembro de 2013. Foto: Daniela Carneiro.

Rodrigo Koxa com a mulher filmaker Aiine Cacozzi em Pipeline. Hawaii, 21 de dezembro de 2013. Foto:DanielaCarneiro.